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Racismo obriga trabalhadores a fugir |
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Acusados de «roubarem empregos», residentes estrangeiros, na África do Sul, tiveram de abandonar as suas modestas casas. Refugiaram-se num campo de futebol.
A crise económica global aumentou o racismo e atitudes violentas, em relação a trabalhadores estrangeiros. Com frequência, os imigrantes são acusados de dificultarem a já difícil procura de emprego, a nível mundial. A África do Sul registou o caso mais recente de xenofobia para com cidadãos estrangeiros, por causa da falta de trabalho. Na vila de Doorns, cerca de 3,5 mil pessoas, a maioria zimbabueanos, tiveram de abandonar as suas casas e refugiarem-se em instalações municipais, como um campo de futebol.
Os ataques violentos aos imigrantes na África do Sul começaram no fim-de-semana. Ameaças de morte chegaram a ser proferidas. Cidadãos locais impediram os trabalhadores de entrarem nas carrinhas que os transportam, habitualmente, para os campos onde trabalham temporariamente. Segundo a agência Lusa, são acusados pela população local de roubarem os empregos nas explorações agrícolas da região.
Ontem, 17 de Novembro, a situação piorou, com o aumento do número de pessoas deslocadas. Muitos originários do Lesoto juntaram-se ao grupo de zimbabueanos. Alguns dos trabalhadores refugiaram-se nas explorações agrícolas. Os imigrantes deslocados estão sob protecção da polícia. As autoridades já instalaram tendas para os abrigar. Hoje, reúnem-se membros do conselho municipal, do governo provincial, da polícia e empresários do sector agrícola para discutir o problema.
fonte: fatimamissionaria.pt |