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Bispo de Gurué toma posse da diocese

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No dia 13 de Junho, Dom Francisco Lerma Martinez, IMC, tomou posse como bispo da diocese de Gurué. Ao novo bispo desejamos-lhe um fecundo ministério ...

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Leigos despedem-se da missão do Guiúa

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Os Leigos Missionários da Consolata, Rui e Diana Antunes vão regressar a Portugal. Despediram-se da comunidade cristã do Guiúa no primeiro fim-de-semana de ...

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Mundial de futebol na África do Sul

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Mundial de Futebol é uma oportunidade para toda a África O jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano", assinalou o início do Campeonato do Mundo de Futebol 2010, esta Sexta-feira, considerando que o evento é "uma oportunidade para todo o continente ...

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Dom Francisco Lerma Martínez, IMC

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Foi ordenado Bispo na Catedral de Maputo, o antigo Superior Regional dos Missionários da Consolata. A catedral encheu-se para a ordenação episcopal, onde estiveram presentes entre outros, vários bispos da Conferência Episcopal Moçambicana, Verónica Macamo, Presidente da Assembleia da República, Joaquim Chissano, ex-Presidente da ...

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P. Julius Mwangi novo Superior Regional

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Foi eleito esta manhã para Superior da Região de Moçambique o P. Julius Gichure Mwangi Natural do Quénia, era actualmente o Vice-Superior e reitor do seminário "Casa Allamano" em Nampula.Nascido em 1970 e ordenado no ano 2000, o P. Julius sucede assim ao P. Francisco Lerma nomeado para bispo da diocese ...

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Superior da Consolata, Bispo de Gurué

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O Papa nomeou Bispo da Diocese de Gurué, P. Francisco Lerma Martínez, Superior Provincial IMC de Moçambique. O P.  Francisco Lerma Martínez, IMC, nasceu 4 de Maio de 1944 em El Palmar (Espanha), na diocese de ...

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Novos Conteúdos no site

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Estamos a preparar novos conteúdos para o website dos Missionários da Consolata em Moçambique. Neste momento encontramos na fase de recolha de imagens e vídeos das comunidades IMC em Moçambique para melhor podermos mostrar o trabalho realizado pelos Missionários da Consolata em Moçambique. Brevemente iremos colocar o conteúdo ...

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Leigo enviado em Misssão

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Foi realizado o 1ª envio missionário de um LMC em Moçambique. o Leigo Gonçalves, pertencente ao grupo LMC de Lichinga recebeu a cruz de envio durante a celebração eucarística....

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Conferência de Copenhaga

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Teve início no dia 7 de Dezembro a Conferência de Copenhaga para debater as alterações Climáticas. Representantes de 192 países estarão reunidos até dia 18 de Dezembro nesta conferência que pretende ser um passo em frente para concluir num acordo eficaz que substitua o Protocolo de ...

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A Consolata em Moçambique “on line"

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O novo continente a evangelizar chama-se internet. É um continente sem fronteiras, como a Missão “ad gentes”, sem limites nem fronteiras.Também a Região de Moçambique dos Missionários da Consolata, a partir de hoje, nasce e navega neste continente. Em Moçambique as pessoas começam a explorar a internet e a estarem “online”  no ...

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Racismo obriga trabalhadores a fugir

Acusados de «roubarem empregos», residentes estrangeiros, na África do Sul, tiveram de abandonar as suas modestas casas. Refugiaram-se num campo de futebol. A crise económica global aumentou o racismo e atitudes violentas, em relação a trabalhadores estrangeiros. Com frequência, os imigrantes são acusados de dificultarem a já difícil procura de emprego, ...

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Um Sínodo profético e realista

Durante o mês de Outubro, os bispos africanos foram uma presença bem visível nos meios, mais ou menos eclesiásticos, de Roma, desde os ambientes da Praça de São Pedro, onde se realizou o II Sínodo dos Bispos para a África, aos ambientes populares do bairro de Trastevere, onde tem sede ...

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Um Sínodo profético e realista PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Durante o mês de Outubro, os bispos africanos foram uma presença bem visível nos meios, mais ou menos eclesiásticos, de Roma, desde os ambientes da Praça de São Pedro, onde se realizou o II Sínodo dos Bispos para a África, aos ambientes populares do bairro de Trastevere, onde tem sede a Comunidade de Santo Egídio.

As intervenções na aula sinodal foram notícia diária nas agências de notícias, nos jornais e nos media ligados à Igreja. Os institutos missionários e os movimentos laicais interessados na situação do continente, a Conferência dos Institutos Missionários da Itália (CIMI) e outros fizeram de caixa de ressonância ao acontecimento, muito para além da aula sinodal.

A primeira observação a fazer, diz, por isso, respeito ao lugar onde se realizou o sínodo e que foi objecto de polémica entre os que defendem a sede vaticana como a mais apropriada para os sínodos e os que defendem que o sínodo se deveria realizar em África, para garantir o interesse das comunidades eclesiais. A realização do sínodo no Vaticano garantiu um interesse maior da igreja universal e da comunicação social. Mas não garantiu o envolvimento da igreja africana, das comunidades cristãs do continente, tanto na preparação como no seguimento. O primeiro sínodo africano não teve o impacto que se esperava e o segundo corre o risco de repetir-lhe os passos. Os defensores da África como lugar da realização do sínodo têm alguma razão: mesmo com outras limitações, a realização do sínodo em África teria certamente um impacto maior ao nível das bases eclesiais.

A segunda observação vai para o tema do sínodo: «A Igreja na África ao serviço da reconciliação, da justiça e da paz». O tema recolheu, desde o momento da sua escolha, um grande consenso entre todos os sectores eclesiais, dada a sua actualidade e pertinência. A África que foi objecto das mais variadas intervenções na aula sinodal, é um continente necessitado de reconciliação, que aparece endemicamente dividido por conflitos da mais variada ordem. Se ultimamente alguns conflitos armados, de longa data, conheceram uma solução como os que ensanguentaram Angola e Moçambique, Costa do Marfim… outros continuam a arrastar-se, com imenso sofrimento para as populações, e à espera de solução: Darfur, no Sudão, Nordeste da RD do Congo, a Somália, a Eritreia, o Zimbabué, as Guinés…

Algumas tensões religiosas e étnicas continuam igualmente a ser fonte de instabilidade no continente: a Nigéria, o Sul do Sudão, o Chade, a África do Sul são exemplos de situações onde factores étnicos e religiosos abrem brechas entre populações e semeiam instabilidade.

A terceira observação vai para o estilo com que os africanos falaram de si e dos seus problemas. Foram muito corajosos dando nomes aos problemas e dramas que afligem as gentes do continente ao nível político, social, económico. Os media falaram dos horrores de África» que estavam a ser discutidos no sínodo…Mas, falando dos seus males, não perderam o humor, conservaram a esperança, reafirmaram o amor à vida e sobretudo foram propositivos, fazendo tesouro de experiências de reconciliação vividas no continente, dos valores culturais que favorecem os processos de reconciliação, de justiça e de paz.

Quarta observação, fundamental: tratando de denunciar as situações de conflito, os membros do sínodo souberam também colocar a foco a contribuição específica do Cristianismo no contexto africano. Reafirmaram o «anúncio cristão» que proclama uma reconciliação para além das fronteiras de culturas e etnias, que evoca as exigências do amor e do perdão, sem esquecer requisitos da justiça e da verdade. Nas «proposições finais», o sínodo foi, por um lado, profético ao denunciar os dramas africanos e apelar ao ideal cristão; e foi igualmente realista ao reconhecer as peculiares exigências da reconciliação e as dificuldades dos caminhos da justiça e da paz em África.

Por último, a igreja africana reconheceu também que, para ser credível na sua proposta de regeneração e reconciliação social e política tem que ser autêntica e começar por promover a reconciliação ao seu interior, por arrumar a própria casa. A necessidade de reconciliação em África está bem viva na vida da própria Igreja, na qual conflitos entre clero e leigos, entre membros de diferentes etnias, entre clero local e missionários estão longe de serem vestígios do passado e continuam a minar a Igreja desde dentro, como recentemente se viu na República Centro-Africana, no Ruanda, no Burundi, no Malawi, por exemplo.

O desafio que o II sínodo para a África deixa à Igreja universal, para além das proposições, da mensagem e das recomendações finais é o de escutar a África e a Igreja africana. O papa Bento XVI deu sinais de desejar um escutar atento ao reconhecer, no seu discurso de abertura, que «a África é depositária de um tesouro inestimável para o mundo inteiro: o seu profundo sentido de Deus».

Com a sua presença assídua, sobretudo nos primeiros dias do sínodo em que passou manhãs e tardes na aula, Bento XVI mostrou que estava a falar a sério quando considerou o continente africano como «um imenso pulmão espiritual para a humanidade, em crise de fé e de esperança».

Pe Manuel Augusto Lopes Ferreira, Director da revista Além-Mar