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Em 1956, oPe. Vespertini é destinado à Colômbia e chega a Mambone o Pe. Amadeu. A missão ainda era praticamente nova: a Igreja estava nos acabamentos da construção e ainda não havia escola. Por isso foi a primeira obra com que se preocupou: a edificação de uma escola para os jovens da vila. Seguidamente começou a pensar uma forma para desenvolver a missão, em benefício da população que sobrevivia apenas do que o mar e o rio lhes dava. Logo constatou que pela agricultura não teria grandes êxitos, uma vez que o estado climático não era propício. Começou a dar voltas à região, procurando assim uma solução. Foi quando lhe surgiu a ideia de uma salina. Já anteriormente tinha visto uma, na zona da Matola, perto de Maputo (a sul de Moçambique), mas não tinha nenhuma experiência. Inicialmente o governo colonial resistiu à ideia, mas depois concordou com a construção da salina. Contudo, a missão ainda não tinha meios para isso. Pediu então ao governo para que lhe fornecessem uma moto-bomba para poder alimentar a salina. Posteriormente chamou um técnico da Matola para lhe explicar quais as orientações para a construção da salina. Seguiu à regra todas as orientações dadas pelo técnico, e hoje pode-se afirmar que se trata de uma salina bem sucedida. Com a salina, deu emprego a um certo número de pessoas, forneceu sal, não só aos locais, como também aos do interior, onde não havia sal, como também passou a ter meios económicos para desenvolver outras partes da missão. Com os primeiros lucros da salina, construiu-se uma serração, uma oficina e uma carpintaria que eram necessários para desenvolver o próprio trabalho da salina. Quem ajudou muito na construção da salina foi o Ir. Pedro que na altura trabalhava com o Pe. Amadeu. Quanto à pastoral, os católicos eram uma minoria. Tinham chegado muitas Igrejas protestantes. Todavia na altura o diálogo inter-religioso acontecia sem grandes problemas e portanto havia boas relações. Para além de todo este trabalho, também foi preocupação do Pe. Amadeu ajudar o povo a superar a crise das constantes secas que se davam na zona. Pensou assim fazer um regadio onde pudesse cultivar arroz. E assim aconteceu. Todo o povo que vivia em volta da missão foi convidado a vir trabalhar no arrozal. Foram distribuídos talhões por todas as famílias e assim poderiam autosustentar-se. Para além do seu talhão, cada família tinha de trabalhar duas horas por semana num talhão colectivo para a missão poder superar as despesas dos combustíveis dos camiões. Com a independência e com as nacionalizações, todo o trabalho da missão teve de parar: carpintaria, oficina, serração, cultivo de arroz. Só a salina permaneceu no seu trabalho, pois não estava em nome da missão, mas como propriedade particular dos Missionários da Consolata.
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